terça-feira, 19 de maio de 2015

Nos dias 12,13,14 e 15 de Maio próximo passado, a Gestão Saúde fez realizar o Curso Básico: Formação de Gestores Municipais de Saúde - GEMUS. Participaram vários municípios dos Estados do Rio GRande do Sul, São Paulo e Santa Catarina. Na pauta assuntos como Planejamento e programação, Organização de Rede, Controle e Avaliação; Governança Financeira, além de outros assuntos relacionados. A Condução do evento esteve por conta dos Consultores Norival R Silva (12 e 13) e Jocélio Voltolini (13 e 14).


sábado, 9 de maio de 2015

PREVENÇÃO, PROTEÇÃO OU CONTINGÊNCIA DA DENGUE?


Esta semana, sem estar programado, me obriguei a contribuir num plano de enfrentamento da dengue (da doença) em Luis Eduardo Magalhães. Acionado pelo Secretário Werther Brandão em função dos número de diagnóstico de casos de usuários residentes confirmados, imediatamente começamos a trabalhar numa proposta que deveria ter como objetivo impedir a ocorrência de óbito no município minimizando os efeitos de um surto ou epidemia da dengue naquele território. Logo de inicio me chamou atenção a confusão que se instalou em torno do "tipo" de medidas que deveríamos tomar. Quase sempre as discussões terminavam no incremente das ações de controle dos vetores (incluindo a procura e sua remoção) na maior parte das vezes nos domicílios. Fazer o "combate" à Dengue, exige dois tipos de ações que precisam ser compreendidas pelo gestor, cada uma no seu tempo e objetivo. Uma que tem como princípio 'básico" a prevenção, evitando que a dengue se instale. A outra focada nos efeitos (contingencia ou proteção) se a doença se instalar na forma de um surto ou epidemia. Como disse, é nesse ponto que a confusão se instala. Para compreender melhor, imaginem um local onde se armazene material inflamável, combustível por exemplo. Se fossemos pensar em ações de prevenção contra incêndio no local, certamente que a placa de proibido fumar seria a primeira medida a se relacionar. Neste caso a Placa de Proibido fumar seria uma medida de Prevenção, sua função básica é eliminar ou reduzir ao máximo a probabilidade de ocorrer o incêndio. no Exemplo, uma outra ação normalmente indicada seria a instalação de Extintores de Incêndio, alocados em pontos estratégicos do local. Os extintores seria uma medida de contingencia ou de proteção, sua função básica é de agir sobre o "fogo", eliminando ou reduzindo seus efeitos. Ou seja, as medidas de contingencia atuam sobre os efeitos do problema. No caso da Dengue, as ações de contingencia são acionadas com a doença já instalada, muito mais caras do que as ações de prevenção. De qualquer maneira um bom Plano de Prevenção e "Proteção" (enfrentamento) da Dengue não pode deixar de considerar os dois tipos de medidas: as de Prevenção: fiscalização de domicílios, eliminação de criadores do Aedes, Ferro Velhos, Borracharias, etc, treinamento dos profissionais em diagnóstico da dengue, e as de Proteção: Leitos de Retaguarda, Medicamentos e insumos disponibilizados, serviço de laboratório para diagnóstico; Tendas, Veículos, etc..., em Luis Eduardo por exemplo já no primeiro dia do suposto surto, se instalou uma Tenda na qual se ampliaria a capacidade de leitos de retaguarda e atendimento especial, humanizando o atendimento. Adota apenas medidas de prevenção (placa de proibido fumar) se nenhuma ação de proteção o fogo irá consumir inclusive a placa de proibido fumar!
Norival R Silva
Consultor

quarta-feira, 15 de abril de 2015

WORKSHOP: GOVERNANÇA FINANCEIRA DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE - SUS

No último dia 05 de Março próximo passado, mais de trinta gestores do Sistema Único de Saúde - SUS de Municípios de vários estados, participaram em Joinville do WorkShop: Governança Financeira do SUS.
O evento conduzido pelo Consultor Norival R Silva, aborda numa visão atual e inovadora as diferenças básicas entre Governança e Gestão, o "ciclo" da governança"; os efeitos da Lei 141/2012 no ambiente financeiro do SUS; A Gestão Financeira por Bloco ao invés de Fontes, como manda a Portaria Federal 204 de 2007 e especialmente apresenta para debate uma proposta de aplicação dos recursos vinculados federais, evitando o contingenciamento de recursos criminalizado pela Lei 141/202.
Entre outros, estavam representados os Municípios de: Guarapuava (PR) -

Bituruna (PR), Rio do Sul; (SC), Timbó; (SC).

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

LANÇAMENTO DO PROJETO "NASCI EM CAMPINA"

Na tarde da terça-feira (09) a Prefeitura de Campina Grande do Sul, através da Secretaria Municipal de Saúde, lançou o PROJETO NASCI EM CAMPINA, para garantir o desenvolvimento e crescimento adequado do bebê desde a concepção até o primeiro ano de vida.

O evento foi realizado no Teatro Municipal José Carlos Zanlorenzi, no Jardim Paulista, e contou com a presença do prefeito Luiz Carlos Assunção; do presidente da Câmara Municipal, vereador Sérgio Cavagni; do secretário municipal de Saúde, Hélder Lazarotto;, da representante do Hospital Angelina Caron, a Sra. Vânia Caron, além de demais autoridades municipais.

“A saúde em nosso município está evoluindo a cada dia e hoje estamos dando mais um grande passo nesta evolução. O NASCI EM CAMPINA vai acompanhar e orientar as futuras mães de nossa cidade para que todo o processo que envolve a gestação seja realizado de maneira correta e segura”, disse o prefeito Luiz Assunção.

“O Projeto visa incentivar a gestante a realizar as consultas de pré-natal nas Unidades de Saúde do Município e vincular a Gestante ao Hospital Angelina Caron, que é referência para o parto e gestação de alto risco, para receber orientações mensais para que a gestação, parto e puerpério (período pós-parto), ocorra de modo seguro e solidário”, ressaltando ainda a importante parceria com o Hospital Angelina Caron, conta o secretário municipal de Saúde, Hélder Lazarotto.

Para isso as gestantes deverão seguir algumas condições dentro do projeto como: realizar no mínimo sete consultas de pré-natal, sendo duas consultas no primeiro trimestre, duas no segundo e três no terceiro e uma no puerpério; realizar os exames solicitados de primeiro aos terceiro trimestre, todos estes serviços fornecidos pelas Unidades de Saúde do Município.

Participar de três encontros do “Programa Cuidando da Maternidade”, que conta com palestras em toda última quinta-feira do mês, das 15:00h às 16:00h na AFUC no Hospital Angelina Caron.
Assim terão direito a uma a uma bolsa, Kit Higiene, Álbum e os " vales fotos" que serão entregues pela Secretaria Municipal de Saúde.
Receberão ainda o enxoval para a criança que será entregue pelo Hospital Angelina Caron.

Para as crianças que estiverem em dia com os requisitos relacionados, terão direito a um álbum e a 12 vale fotos, que serão entregues uma a cada mês após a consulta. Para isso devem ser realizadas as consultas de puericultura mensalmente durante os doze primeiros meses e estar em dia com a vacinação.

Dentre os inúmeros benefícios que o Projeto Nasci em Campina pode irá trazer pera as mães e as crianças estão:

- Estabelecer o vínculo entre o pré-natal e a puericultura;

- Diminuir o índice de morbi-mortalidade infantil;

- Prevenir doenças evitáveis na infância;

- Aumentar cobertura vacinal;

- Acompanhar o crescimento físico e nutricional;

- Estimular o aleitamento materno exclusivo;



- Identificar precocemente desvios no padrão de crescimento e desenvolvimento infantil e encaminhar quando necessário.

domingo, 7 de setembro de 2014

O Atendimento na Área da Saúde - Agregando Valor

O “usuário” do Sistema Público de Saúde, conhecido como Sistema Único de Saúde – SUS, quando sai de casa em  busca de algum serviço de saúde, sua percepção de qualidade está consolidada no principio de que o “direito” de ser bem atendido é dele e o “dever” de atender bem é do serviço e do servidor que atua na rede de serviços do SUS. Assim, não há como esperar algum “elogio” ou reconhecimento da parte do usuário, quando o trabalho é “apenas” bem feito. O trabalho “bem feito” era exatamente o que ele estabeleceu como expectativa de qualidade. É por esta razão que a excelência do atendimento na área da saúde é uma atividade única, incomparável não apenas porque o “cliente” sempre vai se apresentar com características de vulnerabilidade emocional, gerada pelo dor, pela angústia ou algum tipo de sofrimento que o transformam num ser “infantilizado”, mas especialmente porque  se o gestor e o profissional de saúde quiser agregar algum valor institucional no serviço é preciso cuidar das “necessidades” e dos “desejos”.
Atuar sobre os desejos do Usuário, significa agregar valor ao serviço básico, passar a oferecer aquilo que vai além da expectativa do Usuário. Isto é, aquilo que ele não espera do profissional que atua em unidade de saúde. Esta abordagem significa evoluir da necessidade para os “desejos”. É como se fosse uma escada onde evoluímos das “necessidades” (consultas, exames, remédios) para os desejos (simpatia, cortesia e respeito) ou seja superar as “expectativas” do Usuário. Na área da saúde as “necessidades” do Usuário sempre estarão  ligadas à clínica e à anatomia, enquanto que os “desejos” estarão ligados à sua natureza psíquica (forma de ver, pensar e sentir).
Na área do atendimento em saúde não há como ser “médico”, odontólogo, Enfermeiro, Farmacêutico, Psicólogo ou recepcionista de uma Unidade de Saúde, sem subir o primeiro degrau que é ter os conhecimentos técnicos necessários. Isto é indispensável mas não é o suficiente. Se você quiser agregar valor de qualidade no seu relacionamento com os Usuários do SUS é preciso ir além do básico, além do biológico e do anatômico. Ë preciso buscar a diferença nos aspectos emocionais e sociais que compõem a atividade profissional relacionadas a forma como você cumprimenta, abraça; sem tom de voz; sua aparência e transparência, suas atitudes e condutas de respeito e cortesia orientadas para o Usuário.
Todos esses princípios que fazer o profissional de saúde ter que ir além do trabalho bem feito, exigem o processo de trabalho em equipe e da conjugação de esforços que se somam a infraestrutura do ambiente (layout e qualidade) com o mínimo de conforto e aos fluxos que facilitem o acesso do usuário aos serviços. Costumo dizer que a satisfação além das expectativas, aquela que gera elogios espontâneos, sempre será resultado da equação: infraestrutura + Fluxos + Sedução + Encantamento. Se você quiser encantar seu Usuário você precisa primeiro seduzi-lo! Seduzir é a arte de colocar seu interlocutor sob controle, sob domínio, veja que isto não é uma tarefa fácil, especialmente na área da saúde onde seu cliente está infantilizado, emocionalmente fragilizado. O Jogo da “sedução” começa sempre pelo “Olhar”, é por isso que você precisa estar com sua “aparência” adequada para o processo de sedução. Ao olhar pra você o Usuário do SUS, precisa ver uma “coisa” boa de ser olhada. Se instala ai o processo de sedução: Tratá-lo pelo nome, um largo sorriso, um Bom Dia ou Boa Tarde caloroso, se você o conhece lembre de perguntar como está sua família, cumprimenta-lo usando o “jeito” dele cumprimentar, entre outras atitudes de acolhimento, fazem com que ele fique encantado o seu jeito “cuidar” dele.
Os profissionais de saúde que atuam no ambiente do Sistema Público de Saúde, precisam saber que são “servidores” públicos na acepção do termo. Assim, você precisa atender seus Usuários, como se fossem pessoas de sua família. Esta é a forma mais simples de entender o processo de agregação de valor no atendimento e nas conduta que o usuário espera de você. Se você assim proceder, com certeza estará não apenas surpreendendo-o mas especialmente recebendo dele o elogio e agradecimentos que todos nós gostamos de receber.
Norival R Silva
Consultor Sênior

Joinville – setembro de 2014